Emília tentou explicar a ausência dizendo que houve “choque de agenda”, que a ponte era mais importante do que a presença dela, que o compromisso institucional estava preservado e blá-blá-blá. Aquele velho roteiro de quem quer tirar o corpo de fora sem admitir o óbvio: politicamente, escolheu não estar onde deveria estar.
Porque uma coisa é faltar a uma foto. Outra bem diferente é a prefeita da capital tratar como detalhe uma agenda importante para Sergipe, para Aracaju e para obras que impactam diretamente a vida da população.
E agora, com a possibilidade da presença do presidente Lula em Sergipe, a pergunta volta a roncar como Fusquinha velho na ladeira: Emília vai aparecer ou vai inventar outro “choque de agenda”?
A prefeita pode até tentar vender a ideia de que sua ausência não muda nada. Mas muda, sim. Aracaju não é uma ilha política. A capital precisa dialogar com o Governo do Estado, com o Governo Federal, com quem libera recurso, anuncia obra, destrava projeto e entrega resultado.
Prefeito que pensa grande não escolhe palanque. Escolhe a cidade.
Mas, pelo visto, o tal projeto político ainda está naquela fase: Valmir empurra de um lado, Emília gira a chave do outro, sai fumaça, faz barulho, chama atenção… mas ninguém sabe se esse Fusquinha sai mesmo da garagem.
Porque para fazer discurso é fácil. Difícil é aparecer na hora certa, no lugar certo, pelo interesse certo.
E Aracaju já entendeu: quando a agenda é de conveniência, o motor liga. Quando a agenda exige responsabilidade institucional, vem o famoso “depois eu vejo”. Enquanto isso, seu parceiro Valmir segue reticente, ladeira abaixo.



