Primeiro de abril sempre foi o dia das histórias mal contadas, das versões forçadas e das narrativas que não se sustentam por muito tempo. Mas, em Sergipe, tem gente tentando transformar a mentira em estratégia política.
E aí entra o roteiro que ninguém mais consegue fingir que não está vendo.
Ricardo Marques, que até pouco tempo orbitava o grupo de Valmir de Francisquinho, rompe, faz barulho, posa de vítima nas redes sociais e, de repente, surge como “candidato ao governo”. Coincidência? Só se for de primeiro de abril.
A verdade é mais simples, e mais dura.
A candidatura de Ricardo não nasce do povo. Não nasce da base. Não nasce de um projeto coletivo. Ela nasce de um movimento claro de divisão.
Pinçado politicamente por Rodrigo Valadares, que tenta a todo custo colar nele um rótulo que nunca foi dele, Ricardo vira peça de um jogo maior. Um jogo que tem endereço, interesse e beneficiário bem definidos.
E esse beneficiário atende pelo nome de Fábio Mitidieri.
Porque, no fundo, o que está acontecendo é simples: dividir para vencer.
Criar uma candidatura paralela, com discurso reciclado, tentando capturar uma fatia do eleitorado que naturalmente estaria com Valmir, é uma estratégia velha, mas ainda usada por quem sabe que, no confronto direto, perde força.
E é aí que o povo precisa prestar atenção.
Enquanto uns constroem narrativas, outros constroem história.
Enquanto uns encenam conflitos, outros têm trajetória.
Enquanto uns surgem por articulação, outros permanecem por identificação.
Valmir não precisa ser inventado. Ele já é reconhecido.
Tem jeito, tem linguagem, tem presença e, principalmente, tem raiz. É um nome que não foi fabricado em gabinete, nem embalado em estratégia de marketing para parecer algo que nunca foi.
O povo sente isso.
E talvez seja exatamente por isso que tentam, mais uma vez, enfraquecê-lo. Mas Sergipe já viu esse filme antes.
No dia da mentira, vale o alerta: nem tudo que se apresenta como novidade é, de fato, mudança. Às vezes, é só mais uma jogada bem ensaiada.
E, dessa vez, o roteiro está claro demais para passar despercebido.
Não tem mentira que resista a urna, não tem quem resista a verdade.
Se no início, o abraço foi para Ricardo, finalizo abraçando Valmir, cabra de verdade.
Valmir, verdadeiramente gente. Gente da gente!



