Valdélio anda nervoso, calma presidente. Não foi assim que João te ensinou.

Na política, há duas formas de se apresentar ao público: pelo que se constrói, ou pelo que se tenta desconstruir.

A trajetória dos irmãos Amorim não é feita de improviso. Não surgiu de um momento de holofote. Foi construída ao longo do tempo, com atuação concreta, responsabilidade pública e, sobretudo, com prestação de contas.

Eduardo Amorim, enquanto senador, não apenas exerceu o mandato, ele estabeleceu um padrão. Em uma época em que transparência ainda engatinhava no Brasil, já disponibilizava, de forma clara e acessível, informações sobre sua atuação, seus recursos e suas emendas, município por município, ação por ação. Isso não é discurso. Isso é prática.

É fácil falar em coerência. Difícil é sustentá-la quando se está sob a batuta de um comando.

Edivan Amorim, por sua vez, construiu sua presença pública com consistência e posicionamento. Pode-se concordar ou discordar, como em qualquer democracia saudável, mas não se pode negar que há uma linha de atuação, uma identidade política definida.

O que chama atenção, no entanto, é quando o debate político deixa o campo das ideias e passa a se apoiar em ataques vazios.

Valdélio, ao assumir um papel de confronto gratuito, parece abandonar aquilo que deveria ser a essência da vida pública: o diálogo qualificado. Não se trata aqui de negar seu direito de crítica. Afinal, este é legítimo e necessário. Mas crítica sem fundamento sólido não fortalece o debate. Apenas o empobrece.

Quando se recorre a expressões de cunho religioso, como “Cosme e Damião”, em tom de ironia ou desqualificação, o problema se agrava. A fé, qualquer que seja, merece respeito. Instrumentalizá-la para atacar adversários políticos não engrandece quem fala, tampouco convence quem ouve.

A política não precisa de personagens inflamados.

Precisa de responsabilidade.

Precisa de respeito.

Precisa de gente que compreenda que divergência não é licença para desrespeito.

Não é elevando o tom, nem atacando reputações de forma leviana, que se constrói um projeto sólido. Muito menos é dessa forma que se fortalece um candidato.

A sociedade observa. E, cada vez mais, distingue quem constrói de quem apenas reage.

Acredito eu que nesse momento João deva estar do céu triste, pois quem o conhecia, sabia que ele nunca foi da turma do ataque gratuito, muito pelo contrário, sempre foi a favor do dialogo e das proposições.

Porque, no fim, o que permanece não é o barulho.

É o legado.

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Valdélio anda nervoso, calma presidente. Não foi assim que João te ensinou.

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