Nosso estado sempre foi conhecido pela hospitalidade. Sergipe sempre abriu suas portas para quem chega com disposição de trabalhar, produzir e ajudar a construir um futuro melhor. Mas essa generosidade não pode continuar sendo confundida com fraqueza.
Nos últimos anos, um deputado forasteiro passou a tratar Sergipe como se fosse território de exploração política.
É o mesmo deputado associado a uma história revoltante envolvendo a usina que deixou milhares de trabalhadores sem salário. Homens e mulheres que trabalharam duro, sustentando famílias, e que foram abandonados sem receber pelo próprio esforço.
Para o trabalhador sergipano, isso tem um nome: injustiça e desrespeito.
Mas o que já era grave parece não ter sido suficiente.
Agora surgem novos episódios que causam indignação na população. Em Capela, mais de 60 mil reais em quentinhas no gabinete da prefeitura chamam a atenção e levantam questionamentos inevitáveis sobre prioridades e responsabilidade com o dinheiro público.
Em Ilha das Flores, outra situação escancara o absurdo: mais de 64 mil reais pagos em reparos de pneus em apenas um mês em uma borracharia. Enquanto isso, faltam medicamentos, faltam investimentos básicos e faltam respostas para as necessidades do povo.
O sergipano olha para tudo isso e se pergunta: até quando vamos aceitar que brinquem com a nossa cara?
Porque enquanto pais de família lutam para colocar comida na mesa, enquanto idosos enfrentam filas em postos de saúde e comunidades inteiras aguardam melhorias que nunca chegam, há quem pareça tratar o dinheiro público como se fosse recurso sem dono.
E Sergipe não é terra sem dono.
Sergipe é terra de gente honesta, de trabalhador que acorda cedo, de povo que respeita o suor de cada centavo ganho com dignidade.
Por isso é preciso deixar algo muito claro:
Sergipe não é palco para oportunista político.
Sergipano não é apenas quem nasce aqui. Sergipano é quem respeita esta terra, quem trabalha de verdade, quem não explora trabalhador e quem não brinca com o dinheiro que pertence ao povo.
Quem vem para construir será sempre bem-vindo.
Mas quem vem para explorar, zombar da população e usar o poder para benefício próprio, esse precisa saber que Sergipe também sabe reagir.
O povo sergipano é paciente, mas não é cego.
E cada vez mais cresce um sentimento simples e direto nas ruas do estado:
Sergipe é para quem respeita Sergipe.



