Em tempo de política nacional pegando fogo, de polarização, de gritaria, de “lacração” e de discurso fácil, o povo de Dores já entendeu uma coisa que o Brasil inteiro ainda está aprendendo: conversa mole não enche prato, nem asfalta rua, nem bota remédio no posto de saúde. Lá -em Nossa Senhora das Dores- a régua é outra. Lá o povo quer saber é de obra, de ação, de serviço funcionando. O resto é lorota.
E quando a gente bota na balança, sem paixão, sem ódio, só na frieza dos fatos, o cenário é claro:
Ianna faz.
João Marcelo fez o que pôde no seu tempo, mas ficou nisso.
Carla, a esposa, ainda não fez nada.
Mário e Fernando Lima já mostraram o que tinham pra mostrar, e não foi coisa que desse orgulho ao dorense.
É o famoso ditado: quem tem, mostra; quem não tem, inventa.
Ianna Porto pegou uma cidade que vinha cansada de promessa e começou a mostrar serviço. Não é discurso bonito, é ação prática: parceria, obra andando, secretaria funcionando, planejamento de cidade. Dores saiu da marcha lenta e entrou no passo acelerado. Hoje tem Secretaria de Obras trabalhando, Educação com investimento real, Ação Social aparecendo onde o povo mais precisa. Não é marketing, é presença.
Enquanto isso, a oposição vive de lembrança e de intenção. João Marcelo tenta viver do passado. Carla tenta nascer politicamente por tabela. E o povo sabe: mandato não é herança, não é sobrenome, não é por procuração. Política não é cartório, é resultado.
E aí vem a parte mais curiosa da história: o tal discurso de “forasteira”.
Quando era pra atacar Ianna, diziam que ela não era de Dores, que era de fora, que era estrangeira. Pois bem. Vamos aos fatos, porque número não mente:
Aracaju está a cerca de 72 km de Nossa Senhora das Dores.
Coronel João Sá, na Bahia, está a cerca de 85 km.
Ou seja: Ianna, que é de Aracaju, está geograficamente mais perto de Dores do que quem é de Coronel João Sá.
E não é só quilômetro, não. É cultura, é costume, é jeito de falar, é jeito de viver. Aracaju e Dores respiram Sergipe. Compartilham sotaque, comida, tradição, festa, modo de pensar política. Já Coronel João Sá é Bahia, é outro estado, outra lógica administrativa, outro cotidiano social.
Então esse papo de “forasteiro” caiu por terra. Virou discurso fraco, gasto, sem sustança.
Hoje quem parece mais próxima de Dores, na prática e no jeito, é justamente quem diziam ser de fora.
Sobre Carla, é preciso dizer com todas as letras: ela ainda não é projeto político, é expectativa. E expectativa não tapa buraco, não reforma escola, não bota médico no PSF. Até agora, Carla é nome, é cogitação, é bastidor. É literalmente, um sonho ou devaneio de seu marido João.
Ianna é gestão, é execução, é cidade andando.
E quando se tenta puxar Mário da Clínica para esse debate, o povo lembra logo: “Rapaz, isso aí já foi, já deu”. Gestão marcada por problemas, por desgaste, por escândalos que queimaram o filme da política local. Carta fora do baralho. Nem entra mais na mesa.
Fernando Lima então, nem se fala. Teve mandato, teve chance, teve poder. E terminou do jeito que todo mundo viu: cassação, processo, desgaste institucional, prefeitura paralisada. É o exemplo vivo de que nem todo político que aparece muito faz bem à cidade. Às vezes aparece demais… e trabalha de menos.
Por isso o cenário hoje é simples de entender, até para quem não gosta de política:
Ianna é quem bota a cidade pra frente.
João Marcelo é o passado tentando sobreviver no presente.
Carla é promessa sem obra.
Mário e Fernando Lima são lembranças que ninguém quer repetir.
Como diz o povo: “Remendo velho não conserta roupa nova.”
Dores não quer retrovisor, quer para-brisa. Quer olhar pra frente. Nossa Senhora das Dores vive novos tempos. E esses tempos não são de sobrenome, não são de herança política, não são de discurso ensaiado. São tempos de trabalho, de entrega e de responsabilidade.
Hoje a oposição virou coadjuvante porque não consegue competir com resultado.
E em política, meu amigo, quem não entrega, fica na arquibancada assistindo o jogo.
Os anseios dorenses nesses novos tempos são claros: menos falação, mais ação.
Menos promessa, mais obra.
Menos nostalgia, mais futuro.
E nisso, goste ou não, Ianna disparou na frente



