Pra que isso Rodrigo?

Todos sabem que sempre reconheci em Rodrigo Valadares inteligência política, sagacidade e capacidade de comunicação. Não é qualquer deputado que consegue ocupar espaço no debate público como ele consegue.
Justamente por isso, causa estranheza vê-lo partir para um enfrentamento direto com Valmir de Francisquinho em tom de provocação pública. Não que o debate político não seja necessário, ele é essencial, mas quando a discussão desce para o terreno da provocação pessoal, a política perde qualidade e o eleitor ganha pouco.
Rodrigo não precisa disso para ter visibilidade. Sua atuação parlamentar e sua capacidade de mobilização nas redes já garantem espaço no debate.

O ponto central é outro: Valmir dialoga com a população de Sergipe de forma muito mais orgânica do que qualquer construção digital consegue reproduzir. Pode-se concordar ou discordar dele, mas negar sua força popular é ignorar a realidade política do estado.

Por outro lado, a chamada “terceira via”, protagonizada agora por Ricardo Marques, parece muito mais um movimento de narrativa nas redes sociais do que uma construção política sólida. Há um esforço visível de replicar estratégias digitais do bolsonarismo — vídeos, cortes, personagens — transformando a política quase em uma novela diária nas redes.

O problema é que estratégia digital não substitui densidade política. E, nesse campo, a comparação entre Ricardo e Valmir é desproporcional. Valmir tem estrada, história e capilaridade política no estado. É um trator eleitoral quando comparado a quem ainda está tentando construir sua presença.

Por isso, quando Rodrigo parte para esse tipo de confronto, acaba gerando uma interpretação inevitável no meio político: a de que estaria ajudando, consciente ou inconscientemente, a embaralhar o jogo do governo.
Quem conhece Rodrigo sabe que sua trajetória e sua conduta não combinam com esse tipo de papel. Mas também é verdade que certas atitudes acabam dando margem a leituras que não ajudam nem a ele, nem ao debate político em Sergipe.

No fim das contas, Sergipe precisa de confronto de ideias, projetos e visões de estado, não de provocações que só alimentam a espuma do momento. A política grande se faz com estratégia, mas também com responsabilidade.

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