LEALDADE CUSTA. MITIDIERI PAGA CARO POR CUMPRIR A PALAVRA!

Em todo governo existe um ponto de virada: aquele momento em que o desgaste deixa de ser ruído e vira custo real, diário, acumulado. Daqueles que encarecem campanha, contaminam alianças e obrigam o Palácio a gastar energia explicando o que não deveria nem existir.

É nesse ponto que Sergipe precisa fazer uma pergunta direta, sem rodeio e sem maquiagem: faz sentido manter, como rosto da situação, um personagem que virou máquina de polêmica? O chamado “deputado da usina” já não é apenas um parlamentar com opinião forte. Ele virou, na prática, o principal produtor de atrito dentro do próprio agrupamento.

Quando um político passa a ser lembrado não por entregas, mas por episódios que ferem o senso comum, a conta chega. E chega alto. O caso do evento em que cédulas foram jogadas ao público, com repercussão e apuração por inquérito civil anunciada na imprensa, é o tipo de imagem que gruda — porque não parece gesto público; parece espetáculo. Circense como ele!

Some-se a isso o estilo de confronto que, em vez de construir, cria inimigos: embates que descambam para frases e acusações que viralizam, como a divergência com a prefeita de Nossa Senhora das Dores, que ganhou o noticiário local e alimentou a percepção de descontrole e agressividade na forma de fazer política.

E quando a política começa a “apagar incêndio” em vez de comunicar realizações, a campanha fica mais cara por definição: precisa de mais marketing, mais presença, mais narrativa, mais defesa… tudo para sustentar o que deveria ser simples: aprovação e confiança.

O problema é que, a essa altura, o “deputado da usina” já não incomoda apenas a oposição, ele incomoda a própria situação, porque cada nova polêmica vira combustível para quem quer bater no governo. Até disputas envolvendo conteúdo e tentativa de retirada de material do ar aparecem como sinais ruins: em política, a impressão de “querer calar” sempre pesa mais do que qualquer nota de esclarecimento.

E aí vem o núcleo da reflexão: quem age como maior opositor do governo, mesmo estando dentro, deve continuar sendo tratado como ativo estratégico? Porque, na prática, quando a imagem de um aliado vira âncora, o governo inteiro navega mais pesado.

Em ano pré-eleitoral, a regra é simples: o eleitor não premia o barulho, premia coerência, presença verdadeira e entrega reconhecida. E é por isso que o debate sobre manter ou não o “deputado da usina” no coração da situação não é fofoca, nem intriga: é gestão de risco político.

A imagem pública de um parlamentar não é construída apenas por discursos, mas principalmente por comportamentos. No caso do chamado “deputado da usina”, uma sequência de episódios vem consolidando a percepção de que sua atuação gera mais desgaste do que fortalecimento para o próprio agrupamento político:

Denúncias envolvendo violência contra a mulher
Um dos pontos mais sensíveis de sua trajetória é a existência de episódios e acusações que circularam publicamente envolvendo comportamento agressivo contra mulheres, algo que, independentemente do desfecho jurídico, causa impacto profundo na opinião pública e pesa negativamente sobre qualquer figura política em tempos de maior consciência social.

Questionamentos sobre arrendamento de emissora de rádio
Também há críticas recorrentes sobre a suposta utilização de emissoras de rádio em esquemas de arrendamento informal, levantando dúvidas sobre legalidade, uso político de concessões públicas e instrumentalização da comunicação como ferramenta de poder pessoal.

O episódio das cédulas jogadas ao público
Um dos momentos mais emblemáticos foi a cena em que o deputado foi associado ao ato de lançar dinheiro ao público durante um evento, episódio que gerou forte repercussão negativa, investigação e obrigou o próprio parlamentar a reconhecer o erro publicamente. Esse tipo de imagem não se apaga com nota de esclarecimento: ela se fixa como símbolo de superficialidade política.

O confronto com a prefeita de Nossa Senhora das Dores
A troca de acusações com a prefeita Ianna Porto elevou o nível do embate político para um patamar pessoal, sendo interpretada por muitos como demonstração de arrogância e falta de equilíbrio institucional.

O ataque verbal ao prefeito de Brejo Grande
Ao se referir ao gestor Carlinhos de Brejo Grande usando termos pejorativos, como “Saruê”, o deputado reforçou a imagem de alguém que prefere o deboche e a agressão simbólica ao debate político de alto nível.

A estética da política performática
Mensagens de aniversário forçadas, felicitações artificiais em datas festivas, aparições em eventos sem densidade política real e cenas constrangedoras, como o silêncio em atos públicos ligados a aliados, contribuíram para consolidar uma percepção de artificialidade e esvaziamento político.

Quando se soma tudo isso, a pergunta deixa de ser se o “deputado da usina” é polêmico.
A pergunta passa a ser: vale a pena manter na linha de frente da situação alguém cuja trajetória recente é marcada por conflitos, acusações, constrangimentos públicos e desgaste contínuo da imagem do governo?

Porque quanto mais pesado é o histórico, mais cara se torna a campanha.
Mais marketing, mais contenção de crise, mais defesa, mais justificativa.
E menos tempo para falar do que realmente importa: governo, gestão e futuro.

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