Nos últimos anos, Sergipe passou por uma transformação significativa na forma como os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são operacionalizados. Com a concessão parcial dos ativos da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO) à iniciativa privada, representada pela Iguá Saneamento, o governo, sob a liderança do governador Fábio Mitidieri, buscou uma solução estratégica para modernizar o setor e ampliar investimentos, algo que a DESO isoladamente enfrentava dificuldade em cumprir.
A concessão, firmada em setembro de 2024, prevê um contrato de 35 anos, com mais de R$ 6,3 bilhões em investimentos programados para melhorar a qualidade da distribuição de água e a universalização de serviços em quase todo o estado. Esse foi um movimento pensado para atender às metas do Novo Marco Legal do Saneamento, que exige 99 % de cobertura de água e 90 % de coleta de esgoto até 2033, objetivos fundamentais para a dignidade e saúde da população sergipana.
É natural que a transição para um novo modelo de gestão traga desafios. Alguns bairros e municípios enfrentaram problemas pontuais de abastecimento após a mudança de gestão, o que tem gerado críticas de setores políticos e técnicos. No entanto, é importante reconhecer que muitas dessas questões, como falta de água em períodos específicos, já faziam parte dos desafios históricos do sistema de saneamento no estado.
O governador agiu com intenção de modernizar e trazer mais investimentos para Sergipe, conscientes das deficiências crônicas que o modelo anterior enfrentava. A concessão não eliminou a DESO nem a sua função pública de captação e tratamento da água, mas inseriu um agente privado com compromisso de cumprir metas e melhorar o serviço ao longo do tempo.
Assim, ainda que ajustes operacionais sejam parte do processo de adaptação à nova realidade do saneamento, há um olhar atento do governo na busca por soluções viáveis, com acompanhamento técnico e regulatório, para garantir que os investimentos se convertam em melhorias concretas para a população sergipana. Tanto no acesso à água quanto na qualidade dos serviços.



