Vereador experiente, líder da oposição na Câmara de Aracaju, Elber Batalha consolida um modelo de atuação que foge do espetáculo fácil e reafirma o papel constitucional da oposição como instrumento de equilíbrio, fiscalização e produção de políticas públicas.
Em tempos em que parte da política brasileira confunde oposição com barulho, performance ou ataques vazios, Elber Batalha segue na contramão. Vereador por Aracaju, em seu quinto mandato, reeleito em 2024 com 2.966 votos, ele representa uma oposição que não vive de improviso, mas de trabalho legislativo contínuo, dados concretos e enfrentamento institucional.
Não se trata de antagonismo por antagonismo. Trata-se de oposição consciente, aquela que cobra, mas também propõe; que fiscaliza, mas conhece o rito; que enfrenta o poder, mas respeita a democracia.
Experiência que se traduz em legitimidade
A trajetória de Elber Batalha no Legislativo municipal não é episódica. Cinco mandatos significam conhecimento profundo da máquina pública, do orçamento, das limitações legais e, sobretudo, das responsabilidades de quem ocupa uma cadeira no parlamento. A votação expressiva que o reconduziu ao cargo reforça esse dado: há aprovação popular para um perfil de vereador que não se esconde atrás de discursos rasos.
Hoje, como líder da oposição, sua atuação ganha ainda mais peso institucional. Ele não fala apenas por si, mas conduz uma linha política que exige responsabilidade técnica e coerência com os interesses coletivos da cidade.
Quando a oposição vira política pública
O diferencial aparece quando se observa o conteúdo das proposições. Elber Batalha tem projetos voltados à saúde pública, proteção social, direitos do consumidor e transparência administrativa; áreas sensíveis, que impactam diretamente a vida da população.
Entre as iniciativas, destaca-se o projeto que cria o programa “Remédio em Casa”, garantindo a entrega domiciliar de medicamentos de uso contínuo para pessoas em situação de vulnerabilidade. Uma proposta simples na forma, mas profunda no impacto, especialmente para idosos e pacientes crônicos.
Na mesma linha, apresentou projetos voltados à saúde mental dos servidores públicos, com foco em inteligência emocional e prevenção do adoecimento psicológico, além de iniciativas que garantem apoio psicológico a mães e responsáveis por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na saúde da mulher, sua atuação também se materializa em propostas objetivas, como a garantia de atendimento fisioterapêutico gratuito pelo SUS para mulheres submetidas a cirurgias decorrentes do câncer de mama, reforçando o cuidado no pós-operatório e a reabilitação.
Fiscalização que incomoda porque é técnica
Mas é no campo da fiscalização que a oposição de Elber Batalha demonstra por que não é decorativa. Projetos e ações que exigem transparência na prestação de serviços públicos, como a obrigatoriedade da divulgação de laudos de vistoria e manutenção da frota de ônibus, avançaram no Legislativo e provocaram reações do Executivo.
Na defesa do consumidor, também é autor de proposições que garantem clareza na formação de preços, especialmente em setores sensíveis como o de combustíveis, assegurando ao cidadão informação correta sobre valores praticados conforme a forma de pagamento.
Não por acaso, projetos de sua autoria já foram vetados integralmente pelo Executivo, o que revela um dado político importante: quando a oposição é técnica e bem fundamentada, ela deixa de ser ignorável e passa a incomodar. Vetos não são fracasso, são prova de enfrentamento real dentro de uma legalidade, muitas vezes, imoral.
Oposição não é espetáculo. É função de Estado.
A atuação de Elber Batalha ajuda a resgatar um princípio muitas vezes esquecido: oposição não é inimiga da gestão; é parte essencial da democracia. É ela que tensiona, corrige rotas, aponta falhas e propõe alternativas.
Sergipe, e o Brasil, não precisam de políticos que confundam oposição com palco. Precisam de quadros que entendam o papel constitucional do mandato, que saibam transformar crítica em proposta e fiscalização em melhoria concreta.
Um modelo que merece ser observado
Ao longo de seus mandatos, Elber Batalha construiu uma imagem rara no cenário político atual: a de um vereador que faz oposição com conteúdo, que respeita o eleitor, o parlamento e a cidade. Uma oposição que não grita para aparecer, mas trabalha para permanecer relevante.
Num país que ainda aprende a conviver com o contraditório, políticos assim não apenas fazem falta, mas precisam e merecem, ser reconhecidos, valorizados e observados como referência.



