Há algo profundamente errado quando um estado inteiro começa a se informar mais pelos grupos de WhatsApp, páginas independentes e comunicadores populares do que pelos grandes veículos de comunicação. Em Sergipe, isso não é coincidência. É consequência.
Enquanto O DEPUTADO DA USINA, acumula atos impopulares e denúncias que circulam livremente na boca do povo, a chamada “grande imprensa” prefere o silêncio. Um silêncio que não é neutro. É covarde.
Hoje, quem quer saber o que de fato acontece em regiões como Capela, Nossa Senhora das Dores e arredores, recorre ao Cocão com o seu canal Por Amor a Nossa Senhora das Dores, ou ao Carlinhos e a sua TV Capela. Tudo digital. Tudo independente. Tudo longe do escambo comercial que parece paralisar os veículos de massa do nosso estado.
E o que se comenta, o que se questiona, o que se cobra atualmente?
A possível venda da usina.
O arrendamento de fazendas.
O destino de quem trabalhou e não recebeu.
São perguntas simples, humanas, urgentes: essas pessoas vão receber?
Ou mais uma vez o prejuízo vai ficar para quem só tinha a força do próprio trabalho?
Porque quando o DEPUTADO DA USINA colocou homens e mulheres para trabalhar e depois deixou esses trabalhadores sem salário, o que foi tirado não foi apenas dinheiro. Foi a comida da mesa. Foi o remédio da avó doente. Foi a papinha do bebê. Foi o almoço de famílias inteiras.
Quantas casas passaram fome?
Quantas geladeiras ficaram vazias?
Quantas mães tiveram que escolher entre pagar uma conta ou comprar comida?
Nada disso virou manchete. Nada disso ganhou o destaque que deveria.
E aí fica a pergunta que ecoa nas ruas e nas redes: por quê?
Será medo?
Será conveniência?
Ou será a velha desculpa da “relação comercial”, que serve para justificar quem morreu, quem entrou em depressão, ou quem piorou seu estado de saúde por falta de remédio. Eu não acredito que isso seja sustentado pelo governo do Estado. Mas não podemos mais aceitar que veículos de comunicação sejam transformados em peças decorativas, incapazes de cumprir sua função mais básica: informar.
O povo percebe. O povo sente. O povo reage.
E reage migrando para o digital, para o independente, para quem tem coragem de dizer o que precisa ser dito.
O que está em jogo aqui não é ideologia. É dignidade.
Não é narrativa. É comida na mesa.
Não é política partidária. É respeito ao trabalhador.
Enquanto os grandes se calam, os pequenos falam.
Enquanto a mídia tradicional se acovarda, o povo se informa como pode.
E o silêncio em torno do DEPUTADO DA USINA já diz muito mais do que qualquer manchete jamais disse.
Porque quando a imprensa se omite, ela deixa de ser imprensa.
E passa a ser cúmplice.
Deputado Caloteiro, por favor, você agora pretende pagar o povo, ou vai mais uma vez, botar no seu bolso o que não te pertence? O povo quer saber, e eu, continuo de atalaia.