NÃO SABEMOS SE COM VERBA E CONIVÊNCIA DO GOVERNO, MAS O DEPUTADO DA USINA SEGUE CALANDO TODO MUNDO. SAUDADES DO CINFORM

Na terra dos muros baixos, a imprensa fingi que não vê, e o povo segue sofrendo.

Existe o prefeito do agreste sergipano, e existe o deputado da usina, um fanfarrão forasteiro.
Um governa no papel.
O outro governa de verdade.

O prefeito, conhecido na cidade como “bezerrinho, boizinho”, aparece em eventos, corta fita, sorri para foto.
O deputado da usina aparece nos bastidores, e é quem manda.
Manda nos contratos.
Manda nas escolhas.
Manda nos caminhos que a prefeitura toma.

E o “menininho” obedece.
Sem mugir.
Sem reagir.
Sem liderar.

Prefeito, uma pergunta direta — porque alguém precisa fazer:
O senhor não sente vergonha de não ter voz?
Não dói chegar em casa, olhar para sua esposa, e saber que é o deputado que decide todos os seus passos?
O senhor não se envergonha do Estado todo zombar de sua cara como fantoche?

Porque prefeito sem poder não é gestor.
É intermediário. E Intermediário geralmente não se respeita.

E falemos do que todo mundo está vendo, porque está visível demais para ser ignorado.
A casa que cresce ao lado da casa do deputado da usina não é lenda urbana.
Está lá.
Concreta.
Erguendo-se à vista de todos.
Destinada ao prefeito “bezerrinho” e ao seu pai.

E aqui cabe outra pergunta, talvez ainda mais incômoda:
Como um homem, já com idade para ser referência, aceita assistir ao próprio filho virar fantoche político?
Onde foi parar o constrangimento moral?

Enquanto isso, contratos brotam.
Empresas de Alagoas aparecem com frequência quase coreografada.
Prestadores de serviço que cruzam fronteiras estaduais com uma facilidade que não se vê na fiscalização.

E aí surgem os números.
As quentinhas, dezenas de milhares de reais apenas para gabinete.
Valor que alimentaria muita gente fora do prédio público.

Se não bastasse, agora circula, outra história comentada com insistência:
fala-se em sanduíches que ultrapassariam um milhão de reais.

Mas perguntamos, com ironia inevitável:
Estão administrando uma prefeitura ou montando uma franquia do McDonald’s?

Quando histórias assim correm soltas, não é jornalismo irresponsável perguntar.
Irresponsável é não perguntar.

Por isso, como a câmara de vereadores também se cala, e uma andorinha só, não faz verão…
Que o Ministério Público averigue.
Que investigue contratos, empresas, vínculos e recorrências.
Que observe com lupa a relação entre prefeitura, fornecedores externos e o entorno político do deputado da usina.

Se estiver tudo certo, ótimo.
Mas se não estiver, que o silêncio não sirva de proteção.
O problema de Sergipe hoje não é falta de escândalo.
É falta de coragem.

O CINFORM faz falta porque dizia o que ninguém ousava escrever.
Hoje, o que sobra é uma imprensa que olha, entende, e se cala.

Mas fica o aviso, sem ameaça e sem grito:
A cidade está vendo.
As conversas estão acontecendo.
E a conta, como sempre, não ficará sem dono.

Ninguém ainda esqueceu do calote aos trabalhadores da usina, nem do chicote para domar aliados.
Ninguém esqueceu!

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