Luane Souza é fisioterapeuta, com atuação especializada em fisioterapia pélvica, uma área essencial, e ainda pouco compreendida, da saúde da mulher. Seu trabalho é voltado para o cuidado, a prevenção e a reabilitação das funções do assoalho pélvico, acompanhando mulheres em diferentes fases da vida: da gestação ao pós-parto, da prevenção de disfunções ao tratamento de dores, desconfortos e alterações funcionais que impactam diretamente a qualidade de vida.
Mais do que tratar sintomas, a fisioterapia pélvica promove consciência corporal, autonomia e saúde integral, devolvendo à mulher conforto, segurança e bem-estar no próprio corpo.
A importância da fisioterapia pélvica para a saúde da mulher, foi tema do nosso bate papo.
- O que é, de forma prática, a fisioterapia pélvica?
A fisioterapia pélvica é uma especialidade que cuida dos músculos do assoalho pélvico, responsáveis por funções como continência urinária e fecal, sustentação dos órgãos pélvicos, função sexual e estabilidade do core. - Toda mulher deveria procurar a fisioterapia pélvica?
Sim. Mesmo sem sintomas aparentes, a avaliação preventiva é fundamental. Muitas disfunções se instalam de forma silenciosa e só são percebidas quando já estão avançadas. - Em quais fases da vida feminina a fisioterapia pélvica é mais indicada?
Ela é indicada em todas as fases: adolescência, gestação, pós-parto, climatério e menopausa. Cada fase traz demandas específicas para o assoalho pélvico. - Qual o papel da fisioterapia pélvica durante a gestação?
Durante a gestação, o foco é preparar o corpo para as mudanças físicas, prevenir dores, incontinência urinária e auxiliar na preparação do assoalho pélvico para o parto, seja ele normal ou cesáreo. - No pós-parto, quando a mulher deve procurar uma fisioterapeuta pélvica?
O ideal é que a avaliação aconteça ainda no puerpério. Mesmo mulheres que não apresentam queixas devem ser avaliadas para prevenir disfunções futuras, como prolapsos e incontinência. - A fisioterapia pélvica trata apenas incontinência urinária?
Não. Ela também atua em casos de dor pélvica, disfunções sexuais, diástase abdominal, constipação, prolapsos e recuperação funcional após cirurgias ginecológicas. - Muitas mulheres sentem vergonha ou receio. Isso é comum?
É muito comum. Por isso, o atendimento é baseado em escuta, acolhimento e respeito, criando um ambiente seguro, ético e profissional para que a mulher se sinta confortável. - Exercícios como “pompoarismo” substituem a fisioterapia pélvica?
Não. Exercícios sem avaliação adequada podem, inclusive, piorar algumas condições. A fisioterapia é individualizada, baseada em diagnóstico funcional e evidências científicas. - Quanto tempo dura um tratamento em fisioterapia pélvica?
Depende da condição clínica e dos objetivos da paciente. Alguns casos exigem poucas sessões, outros necessitam de acompanhamento mais prolongado, sempre com reavaliações periódicas. - Qual a principal mensagem para as mulheres que ainda não conhecem a fisioterapia pélvica?
Cuidar do assoalho pélvico é cuidar da qualidade de vida. Dor, escapes urinários ou desconfortos não são normais e não precisam ser aceitos como parte da rotina feminina.
E se ficou interessado e deseja saber mais, nas redes sociais você acha a doutora Luane por meio do @fisioluanesouza. Fica a dica!



